6. O Islam considera a justiça como uma virtude fundamental

June 22, 2013 in A Última Religião Divina ISLAM

Deus é absolutamente justo. Ele não conduz nada injustamente. Um de seus belos nomes é Al-Adl, o portador da justiça absoluta. [1] Por essa razão, Ele espera de nós, seus servos, completa justiça e integridade. Allah disse no nobre Quran:

“Ó crentes, sede firmes em observares a justiça, atuando como testemunhas, por amor a Allah, ainda que o testemunho seja contra vós mesmos, contra os vossos pais ou contra os vossos parentes.” (An-Nisâ (As Mulheres) 4:135)

O Islam ordena aos muçulmanos serem justos inclusive com os seus inimigos:

“Ó crentes, sede firmes na causa de Allah e prestai testemunho, a bem da justiça; que o ressentimento aos demais não vos impulsione a serdes injustos para com eles. Sede justos, porque isso esta mais próximo da piedade…” (Al Mai’da (A mesa servida) 5:8)

Nosso mestre, o Mensageiro de Deus (s.a.a.s) aconselhou a sermos justos com as pessoas irritadas e com as pessoas tranqüilas e nos prometeu muitas recompensas para quem conseguir obter tal característica.[2]

A dialética ou discordância básica do Islam é entre aqueles que são opressores ou que apóiam a opressão e aqueles que são justos e defendem a justiça.

O Nobre Quran estabelece “Não haverá mais hostilidade exceto para os que praticam opressão.”[3] É possível para os muçulmanos viverem na mesma sociedade com aqueles que respeitam os direitos humanos e sendo estas pessoas muçulmanas ou não. Entretanto, se um muçulmano oprime e não demonstra respeito pelos direitos humanos, então é um dever se opor a ele. Portanto, a nível social, o critério determinante entre “nós” e os “outros” é a opressão e a justiça.[4]

Por esta razão, as nações islâmicas prestam elevada atenção a justiça. O exemplo a seguir é sobre isso. Os muçulmanos tomaram o controle da cidade de Hims, na Síria. Visto que eles protegeram seus habitantes, eles estavam cobrando um montante razoável do imposto. Naquele período, Heráclito, o rei de Bizâncio marchou com seu exercito para atacar os muçulmanos em Yarmuk. Os muçulmanos ficaram preocupados quando souberam que se aproximava uma gigantesca tropa. Eles devolveram os impostos que o povo de Hims havia pagado a eles e disseram “Não temos os recursos para defende-los e guarnecê-los. Agora vocês estão livres em suas condutas e podem agir como quiserem.” O povo de Hims respondeu:

“Nós juramos por Deus, o seu governo e justiça é muito mais preferível do que os nossos antigos estados de opressão e despotismo. Nós vamos defender a cidade contra Heráclito com o seu governo.” Os judeus também disseram: “Nós juramos pela Torah que o governo de Heráclito não pode entrar na cidade de Hims sem  antes derrotar e devastar-nos.” Por bloquearem os portões eles defenderam a cidade do inimigo. Os povos cristãos e judeus de outras cidades com as quais acordos de paz haviam sido firmados,fizeram a mesma coisa e disseram: “Se os romanos e seus súditos derrotarem os muçulmanos nós retornaremos a antiga era de opressão e despotismo e iremos nos deparar com inúmeras dificuldades.Nós queremos que os muçulmanos vençam essa guerra e nós cooperaremos com eles de acordo com o nosso antigo pacto.”

Quando Allah decidiu derrotar os romanos e concedeu aos muçulmanos a vitória, eles abriram suas portas para os muçulmanos chamando-os para demonstrar seus jogos, seus espetáculos de felicidade e pagar seus impostos.[5]



[1].      Tirmizî, Deavât, 82/3507.

 

[2].      Heysemî, I, 90; Ebû Nuaym, Hilye, II, 343; VI, 268-9.

 

[3].      Al Baqara (A Vaca) 2:192.

 

[4].      Prof. Dr. Recep Şentürk, İnsan Hakları ve İslâm (Human Rights and Islam), p. 22.

 

[5].      Belâzurî, Fütûhu’l-büldân, Beirut 1987, p. 187.