1. Sua essência é a unicidade de Allah (Tawhid)

June 22, 2013 in A Última Religião Divina ISLAM

Todas as religiões divinas ensinam a unicidade de Allah. Não há nada que se lhe assemelhe. O profeta Ibrahim ((Abraão) que a paz esteja com ele) explicou a unicidade de Allah ao seu pai, Azer.[1] O principal fundamento que acentua o judaísmo é a unicidade de Allah. Segundo a Toráh, Adam (Adão) o primeiro homem, e seus filhos, Noah[2] (Noé), Ibrahim (Abrão), Ishaq (Isaac), Yacob (Jacó) e Yusuf (José) todos convidaram as pessoas para acreditarem em um único Deus. Os dez mandamentos que foram outorgados por Deus a Musa (Moíses) e a todos que se submetiam a Toráh, o tema mais enfatizado é a existência de um único Deus.[3] Os Salmos que foram revelados por Deus a Dawud (Davi) eram preces para o Deus Único. Nossa Excelência Isa ibn Maryam (Jesus, filho de Maria) também enfatizou que o primeiro mandamento da religião é a crença no Deus Único.

Excessivas comparações no judaísmo causaram uma descrição antropomórfica de Deus, e o excessivo amor transformou o humano Jesus em um Deus que implicou na corrupção da Unidade de Deus em Trindade. O Islam mais uma vez deixa claro a Unicidade de Deus dissipando as falsas noções que obscureceram ao longo do tempo e convidou o judaísmo e o cristianismo para unir-se na afirmação da Unicidade de Deus (tawhid).[4]

Evidencias racionais e cósmicas mostram que Ele é único. O Quran diz:

“Allah não teve filho algum, nem jamais nenhuma outra deidade compartilhou com Ele a divindade! Porque se assim fosse, cada deus ter-se-ia apropriado da sua criação e teriam prevalecido uns sobre os outros. Glorificado seja Allah de tudo quanto descrevem!” (Al Muminum (Os crentes), 23:91)

“Se houvessem nos céus e na terra outras divindades além de Allah, (céus e terra) já se teriam desordenado. Glorificado seja Allah, Senhor do Trono, por tudo quanto Lhe atribuem! (Al Anbiya (Os Profetas), 21:22)

Uma vez que a existência de mais de um Deus implica características de imperfeição tais como impotência, deficiência e que este foi criado, a unicidade do Criador é uma necessidade.

A Sua unicidade é também entendida a partir dessas analogias: a chuva que cai do céu, tomates e pimentas que crescem na terra, maçãs e peras que crescem em árvores são todas do mesmo formato e cores ao redor do mundo. Independentemente da distância entre eles, eles agem como se conhecem uns aos outros. Isto mostra para a humanidade que toda a existência foi criada pelas mesmas mãos.

De acordo com o Islam o maior pecado, e incluindo este como o único pecado que não receberá o perdão de Deus, é a associação de parceiros em sua Pessoa, Seus Atributos ou Seus Atos e ousar atribuir a divindade a qualquer coisa exceto Ele. Este pecado é chamado “Politeísmo: associação de parceiros” e esse é o maior dos grandes pecados. Deus Todo-Poderoso caracterizou o politeísmo como “a mais grave injustiça” e “Quem atribuir parceiros a Allah cometerá um pecado atroz.”[5]

Allah disse que apesar de Ele perdoar todos os outros pecados que Ele queira perdoar, Ele não perdoará aqueles que cometerem politeísmo e morrerem sem se arrepender.[6]O único caminho para escapar do pecado do politeísmo é abandonar estas crenças e adotar o tawhid.



[1].      Qur’an, Surata An Mariam (19:42-47).

 

[2].      Genesis 1:26-28; 4:26; 6:9.

 

[3].      Êxodos 20:2-3; Deuteronômios 6:4-5.

 

[4].      Ali Imran (A família de Imran), 3: 64. Prof. Dr. O. F. Harman, Artigo: “Islam”, Diyanet Islâm Ansiklopedisi – Enciclopédia do Islam (República da Turquia, Presidência do Ministério dos Assuntos Religiosos), Istambul 2001, XXIII, 4.

 

[5].      Luqmân, 31: 13; An-Nisâ (as mulheres), 4:48.

 

[6].      An-Nisâ (as mulheres), 4:48, 116.