2. Homem e Religião:

June 22, 2013 in A Última Religião Divina ISLAM

A religião se encarrega de transmitir ao homem a informação do Criador necessária para viver sem conflitos nesta vida e na próxima. A religião oferece ao homem certos padrões para poder viver sem prejudicar a nada e nem ninguém. Ela prevê direitos e obrigações para passar esta vida em paz e garantir um lugar de honra no futuro.

Allah, O Todo Poderoso criou numeroso seres no universo, entretanto, o ser humano ocupa um lugar muito especial entre eles. Os seres humanos tem recebido inumeráveis capacidades que as outras criaturas não possuem, como a inteligência, a vontade, a sabedoria, a compreensão e a maestria. Não obstante, estas capacidades são como uma espada de dois gumes. Se se utiliza o seu lado positivo, se alcança um fim equilibrado, fortuna e abundancia para toda a humanidade. Porém, se utiliza-se seu lado negativo, surge à anarquia e as terríveis conseqüências que lhe acompanham. Dominará a crueldade e se produzirá incensáveis guerras. Para dirigir essas capacidades humanas de uma forma adequada precisamos de outro poder. Esse poder é a verdadeira religião, mas não devemos esquecer que Allah não necessita de nossa piedade, nem nossas praticas religiosas Lhe reportam algum beneficio. No entanto, devemos obedecer as ordens Divinas não só para obter a salvação na outra vida, mas também para serem felizes neste mundo.[1]

Na verdade, todas as religiões divinas afirmam que o homem foi criado para conhecer ao seu Criador e adorar-lhe.[2]

Os encarregados de anunciar a religião para as pessoas são os profetas. O Islam aceita a todos os profetas e a crença neles (em sua existência e missão profética) é obrigatória a todos os muçulmanos. Segundo a crença muçulmana há complementação e continuação entre os profetas. Todos eles aceitaram seus anteriores e anunciaram seus sucessores.[3] Por tanto, quem aceita as profecias de Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) aceita a profecia de todos os profetas anteriores a ele. Hâtib bin Ebî Beltaa (que Allah esteja comprazido dele) quando levou a carta do mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) ao governador do Egito (muqawqis), disse-lhe:

“Te convidamos para abraçar ao Islam, a religião que Allah elegeu para a humanidade. Muhammad Mustafa não só te convida ao Islam, mas a toda a humanidade. Os cristãos foram, entre todos, os que se mostraram mais receptivos. Da mesma forma que Mussa (Moises) (que a paz esteja com ele) anunciou Isa (Jesus) (que a paz esteja com ele), assim Isa (Jesus) (que a paz esteja com ele)  anunciou Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele). Nosso convite ao Alcorão é como o convite deles à bíblia para o povo da Torá. Cada um esta obrigado a seguir o profeta do seu tempo. Tu és do que houveram de alcançar o tempo do profeta Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele); por tanto, ao te convidar ao Islam não estamos te distanciando da religião de Isa (Jesus) (que a paz esteja com ele). Ao contrario, estamos te convidando para que atues de acordo com a sua profecia.”[4]

O professor Timothy Gianotti da faculdade de York em Toronto, depois de acentuar o fato de que não ignora a sua religião anterior – o cristianismo – por ter se convertido ao Islam, e que sua antiga religião fora como um estagio para chegar ao Islam, explicou como o Islam é uma religião completa que cobre todos os objetivos do cristianismo: “O papel do Islam  não é só de transformar um grupo especifico de pessoas que adquiriram grande valor ante os olhos de Allah, mas a toda a humanidade.”[5]

Em um dos hadices (ditos) do profeta Muhammad[6] (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) afirma que todos os profetas são irmãos. Este parentesco comum nos afirma que todas as religiões verdadeiras têm os mesmos princípios fundamentais. Em outras palavras, a religião verdadeira afirma a mesma coisa desde o primeiro profeta até o ultimo no que se refere a crença e aos valores morais básicos, já que no tocante aos métodos de adoração e normas legais poderia haver mudanças.[7]

Dado que só pode haver uma religião verdadeira, é muito normal notar semelhanças entre as religiões  divinas. Por exemplo, o Islam ordena praticar o salah (oração) e na bíblia os seguintes versículos mencionam as normas para o salah (oração):

“E Moises e Arão caíram prostrados.” (Números, 16:20-22)

“E Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça à terra, adorou.” (Êxodo, 34:8)

“Jesus caiu prostrado… e orou.” (Matheus, 26:39)

“Quando os discípulos ouviram isso, caíram prostrados.” (Matheus, 17:6)



[1].      Prof. Dr. M.S.R. al-Bûti, Crença Islâmica (Islam Akaidi), pag. 71-76.

 

[2].      Êxodos, 20/2-3; Deuteronômios, 6/4-5; Matheus, 4/10; Atos dos Apóstolos, 17/26-28; O Nobre Qur’an: Adh-Dhariyat (os ventos disseminadores), 51:56.

 

[3].      Prof. Dr. Ö. F. Harman, Artigo: “Islam”, Diyanet Islam Ansiklopedisi – Enciclopédia do Islam (República da Turquia, Ministério de Assuntos Religiosos) Istambul 2001, XXIII, 4.

 

[4].      Ver Ibn-i Kazir, al-Bidaya, IV, 266-276 onde se encontra completo o texto que fala da discussão entre Hâtib e Muqawqis.

 

[5].      Ahmad Böken – Ayhan Eryigit, Yeni Hayatlar (New Lives), I, pag.15.

 

[6].      Nosso Mestre o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Sou para o filho de Mariam (Maria) o mais próximo de todos os seres. Os profetas são irmãos cujo os pais são um (Adão) e cujo as maes são diferentes. Não há profeta entre eu e ele.” (Bukhari, Anbiya, 48; Muslim, Fadail, 145).

 

[7].      Prof. Dr. Ö. F. Harman, Artigo: “Islam”, Diyanet Islam Ansiklopedisi – Enciclopédia do Islam (República da Turquia, Ministério de Assuntos Religiosos) Istambul 2001, XXIII, 3.