d. Exemplos de sua inigualável moralidade

June 22, 2013 in A Última Religião Divina ISLAM

O Profeta (que a paz e as bênçãos estejam com ele) tinha misericórdia infinita não somente dos seres humanos, mas também dos animais e das plantas. Após a traição dos pagãos quando eles violaram o acordo e preferiram a guerra, o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele) partiu com seu magnífico exercito composto por dez mil homens. Enquanto eles estavam no trajeto da cidade de Arj para a cidade de Talub ele avistou uma cadela alimentando seus filhotes. O Profeta imediatamente chamou Juayl Bin Suraka entre os nobres Companheiros e ordenou-lhe a guarda desses animais. Ele pediu-lhes para que fossem cuidadosos para que a mãe e seus filhotes não fossem incomodados pelo exercito do Islam.[1]

Um dia o Mensageiro de Allah parou na frente do jardim de um Ansari. No interior deste havia um camelo que gemeu e chorou quando viu o nosso mestre, o Profeta. Nosso mestre foi ao lado do camelo e o acariciou em suas costas, atrás de suas orelhas, com compaixão. O camelo acalmou-se. O Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele) perguntou:

“De quem é este camelo?” Um jovem de Medina se aproximou e disse:

“Ele é meu Ó Mensageiro de Allah!”

O Profeta (que a paz e as bênçãos estejam com ele) disse:

“Você não teme a Allah em relação a este animal que Ele lhe concedeu? Ele reclamou para mim que você não o alimenta e que ele esta muito cansado.” (Abu Dawud, Jehad, 44/2549)

Um dia nosso mestre o Profeta viu um homem que estava abatendo uma ovelha. Ele estava tentando afiar a faca depois que ele já havia fincado na ovelha. Como resultado dessa atitude insensível e fria o Mensageiro de Allah advertiu o homem da seguinte forma:

“Você quer matar o animal várias vezes? Por que você não afiou a faca antes de abatê-lo? (Hakim, IV, 257, 260/7570)

O Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele) perdoava as pessoas que cometiam grandes maldades contra ele, mesmo tendo ele o poder para puni-las. Ele não as constrangia com os seus crimes, mesmo com uma palavra ou uma alusão. Isto era porque o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele) não queria machucar ninguém, nem fiéis e nem infiéis, e ele se portava perante os outros com nobres modos e moral. Quando ele conquistou Meca sem derramamento de sangue, pessoas que foram seus inimigos por vinte e um anos reuniram-se e foram a espera da sentença que daria sobre eles. Então ele disse a eles:

“Ó comunidade dos Coraixitas! O que vocês pensam que eu vou fazer agora?” Os coraixitas responderam:

“Esperamos que você seja bondoso e benevolente, nós dizemos “Você fará o bem”. Você é um benevolente e honroso irmão, um benevolente e honroso primo irmão!” em resposta o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele) disse:

“Assim como José (que a paz esteja com ele) disse a seus irmãos, eu digo ‘Asseverou-lhes: Hoje não sereis recriminados! Eis que Deus vos perdoará, porque é o mais clemente dos misericordiosos.’[2] Agora podem ir, vocês são livres!” (Ver: Ibn Hisham, IV, 32; Vakidi, II, 835; Ibn-i Sad, II, 142-143)

Naquele dia ele também perdoou Hind que havia mastigado o fígado de seu tio morto Hamza após a batalha de Uhud. Mesmo Hebbar bin Aswad, que causou a morte de  Zaynab, a filha do Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele), recebeu a sua parte dessa anistia como fez tantos outros.[3]

O Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele) era uma pessoa extremamente humilde. No Dia da Conquista quando ele foi visto como o mais poderoso aos olhos da população, ele sugeriu a uma pessoa que se aproximou dele tremendo, dizendo: “Acalme-se! eu não sou um rei ou juiz. Eu sou filho de uma mulher da tribo os coraixitas que comia carne seca.” (Ibn-I Majah, Etime, 30; Hakim, III, 50/4366).

Ele costumava instruir os Companheiros “Gentilmente me chamem de ‘o escravo (servo) e Mensageiro de Allah.’”[4]

Na proclamação da declaração de aceitação de sua missão profética, ele insistiu em adicionar a palavra abduhu, o escravo ou servo de Allah. Desta forma ele usou esta expressão para proteger o seu país de cair no perigo de atribuir divindade ao ser humano. Ele também costumava dizer sobre este assunto:

“Não me elevam acima da minha posição de direito! Antes que Allah me adota-se como seu mensageiro, ele me adotou como seu servo.” (Haythami, IX, 21)

Abu Umamam (que Allah esteja satisfeito com ele) disse:

“O discurso do Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele) era todo relacionado ao Quran (ele falava sobre ele e o explicava). Ele costumava recitar muito o nome de Allah. Ele nunca se envolveu em conversas fúteis. Ele manteve seus sermões curtos e sua oração longa. Ele não hesitava em andar com uma viúva ou com um pobre indigente para tomar conta de seus negócios e nunca foi arrogante.” (Ver: Haythami, IX, 20; Nesai, Jumuah, 31)

o Profeta (que a paz e as bênçãos estejam com ele) foi um exemplo de gentileza, polidez e elegância. Ele costumava se vestir com roupas adequadas, ele não tolerava trapos e não aprovava cabelos e barbas emaranhadas. Ele jamais pronunciava palavras más ou rudes para as pessoas. Ele disse:

 “No Dia do Juízo, na Balança dos crentes, não haverá nada mais pesado do que os bons costumes. Allah, o Altíssimo odeia pessoas que cultivam maus modos ou dizem palavras feias.” (Tirmizi, Birr, 62/2002)

Quando a noticia de que alguém disse algo inaceitável o alcançava, ele não dizia: “Porque foi esse e esse e aquele e aquele?” Em vez disso, ele diria “É por que certas pessoas dizem que tal e tal?” (Abu Dawud, Adab, 5/4788)

Com as ordens de Allah e Seu Mensageiro as leis foram estabelecidas para reforçarem o status das mulheres. As mulheres se tornaram exemplares na modéstia e virtudes. A instituição da maternidade ganhou honra. Com as palavras do Profeta “Sirva a sua mãe, pois o Paraíso esta abaixo dos pés dela!”[5] as mães foram colocadas em cima de um pedestal. Como a mãe dos crentes Aisha afirmou, o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele) nunca em sua vida se envolveu com a violência domestica ou bateu em alguém com as suas mãos.[6] Além disso, Deus Todo-Poderoso diz:

“…harmonizai-vos entre elas, pois se as menosprezardes, podereis estar depreciando seres que Deus dotou de muitas virtudes.” (An-Nisa (As Mulheres), 4:19)

Nosso mestre o Profeta foi extremamente generoso. Uma das pessoas mais proeminentes entre os pagãos de Meca, Safwan Bin Umayya, esteve com o Nosso Mestre nas batalhas de Huneyn e Taif quando ele ainda não era um muçulmano. Como eles examinaram seus espólios de guerra em Jiranah, o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele) notou Safwan olhando para os rebanhos com admiração e perguntou:

“Você gosta do que estas a ver?” Quando Safwan disse que sim o Profeta respondeu:

“Então pegue-as elas são todas suas!” Safwan não pode se controlar e disse:

“Nenhum outro coração que de um Profeta pode ser tão generoso!” Ele atestou a sua fé e se tornou um muçulmano.[7] Quando ele retornou a sua tribo ele disse:

“Ó minha tribo (corram e tornem-se) muçulmanos. Muhammad tem demonstrado grande gentileza e benevolência.” (Muslim, Fedhail, 57-58; Ahmad Ibn Hanbal, III, 107-108)

O Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele) faleceu no dia 8 de julho de 632 da era comum, no décimo primeiro ano do calendário islâmico, no dia 12 do mês de Rabiulawwal numa segunda-feira.

Após dez anos após se tornar um imigrante em Medina, o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele) estabeleceu uma hegemonia por toda a Arábia que se expandia desde Omã até o mar vermelho e da Síria para o Iêmen. Pela primeira vez na história a unidade política fora estabelecida na Arábia. Um pensador francês exaltou a magnífica genialidade do Profeta baseado no sucesso de sua missão:

“Se a grandeza de propósitos, meios limitados, e magnificência dos resultados são as três grandes medidas do gênio humano, quem pode ousar comparar as maiores personalidades da história moderna, com Muhammad?”[8]



[1].      Vâkıdî, II, 804.

 

[2].      Yûsuf (Joseph), 12: 92.

 

[3].      Muslim, Akdıye, 9; Vâkıdî, II, 857.

 

[4].      Bukhari, Anbiyâ, 48.

 

[5].      Nesai, Jehad, 6; Ahmad bin Hanbal, III, 429.

 

[6].      Ibn-i Majah, Nikâh, 51.

 

[7].      Vâkıdî, II, 854-855.

 

[8].      A. de Lamartine, Histoire de la Turquie.