2. Sua Natureza Milagrosa

June 22, 2013 in A Última Religião Divina ISLAM

Todos os Profetas operaram muitos milagres de acordo com os requisitos de sua época. No tempo do Profeta Jesus, a ciência mais aceita era a medicina e mais numerosa classe cientifica era a dos médicos. Por esta razão, milagres que extrapolavam todos os parâmetros da medicina convencional foram dados ao Profeta Jesus (que a paz esteja com ele), como restaurar a visão de um cego e ressuscitar um morto. No tempo do Profeta Moises (que a paz esteja com ele) extraordinárias façanhas eram realizadas através da magia, então milagres que silenciavam os mágicos foram dados a ele. No tempo do Profeta Muhammed (que a paz e as bênçãos estejam com ele) eloqüência e fluência, as habilidades necessárias para uma brilhante retórica, estavam em voga. Por esta razão, o milagre do Nobre Quran, o qual representa o apce da eloqüência e fluência em língua árabe, foi dado a ele.[1]

Com seus múltiplos aspectos de eloqüência e fluência, sua elaboração legislativa, as informações nele contidas e sua divulgação sobre o desconhecido fazem do Quran um magnífico milagre.[2] Quando os pagãos não acreditavam no Quran, Allah Todo-Poderoso os desafiou. Ele pediu que chamassem quem quisessem em toda a criação para ajudar e tentar reduplicá-lo, mesmo que parcialmente:

“E se tendes dúvidas a respeito do que revelamos ao Nosso servo (Muhammad), componde uma surata semelhante à dele (o Alcorão), e apresentai as vossas testemunhas, independentemente de Deus, se estiverdes certos. Porém, se não o dizerdes – e certamente não podereis fazê-lo – temei, então, o fogo infernal cujo combustível serão os idólatras e os ídolos; fogo que está preparado para os incrédulos.” (Al-Baqara (A Vaca) 2:23-24)

A expressão “e com certeza você não pode” atesta com um sentimento de segurança e certeza que tal julgamento só pode ser feito por um ser completo e impecável cujo conhecimento e poder são ilimitados, ou seja, Deus. Na verdade, ninguém além de Allah pode julgar algo relacionado ao futuro que é desconhecido a partir da perspectiva dos seres humanos, ou seja, incerto e de difícil acesso, pode usar tais declarações fortes e acertadas.

Os descrentes ouvem estas palavras divinas que atestam a incapacidade deles e tais palavras os assombram e aumentam sua ambição, porém eles nada podem fazer. Este verso espalha a palavra de sua fraqueza de língua a língua, de horizonte a horizonte, registrando e praticamente selando a incapacidade de suas línguas.[3]

Uma vez que eles não podiam responder ao desafio do Quran, os pagãos, ao invés disso recorreram a meios agressivos como a refutação, a agitação, o insulto e a calunia. Ao dizerem “E os incrédulos dizem: Não deis ouvidos a este Alcorão: outrossim, fazei bulha durante a sua leitura. Quiçá, assim vencereis!” (Fussilat (Os Detalhados) 41:26) revelaram que eles estavam completamente derrotados pelo poder divino.

O Nobre Quran não é nem poesia e nem prosa. Em contraste, tem um estilo inigualável que combina os méritos de ambas, poesia e prosa. Tem uma beleza que não pode ser encontrada na poesia ou música, mesmo lendo-o repetidamente não se sente nenhuma monotonia. Cada um dos leitores e ouvintes recebe generosamente a mesma proporção de sons que mudam continuamente e o tornam revigorante.[4]

O Quran toca os corações. De fato, três dos mais ferozes pagãos que tentaram impedir as pessoas de ouvirem o Quran, Abu Sufyan, Abu Jahl e Ahnes Bin Shariq, sem informar uns aos outros, tinham cada um deles ido secretamente ouvir o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos estejam com ele) quando ele ia rezar durante a noite e recitar o Quran. Quando eles se encontraram, condenaram-se mutuamente. O incidente se repetiu por três noites. Finalmente eles disseram uns aos outros:

“Não vamos falar a ninguém sobre isso. Se as pessoas souberem de nossa situação, por Allah, cairemos em extrema desgraça! Depois disso, nunca mais poderemos impressionar ninguém sobre isto!..” Após condenar o ato deles, eles concordaram entre si que nunca mais iriam espionar.[5]

O Nobre Quran aborda muitas pessoas distintas  que vivem em locais distintos e em tempos distintos de acordo com suas capacidades e cujos seus níveis de conhecimento também são diferentes.um versículo da espaço a diversas interpretações, das quais mudam a metodologia de cognição de geração para geração, as primeiras gerações interpretaram de acordo com as suas vivencias e as ultimas gerações tem interpretado de acordo com os níveis científicos que suas sociedades tem alcançado. Sobre este assunto, o grande escritor árabe Mustafa Sadik er-Râfiî disse o seguinte:

“Um dos milagres do Nobre Quran é que ele contem formulações conhecidas em todos os tempos históricos, verdades que não foram conhecidas em todas as eras, e que ele as traz a luz de seu tempo apropriado.” (Wahy ul Kalem, Kuwait ts., II, 66)



[1].      Al-Ankabut (A Aranha), 29: 50-51; Bukhari, I‘tisam 1, Fedailu’l-Kur’an 1; Muslim, Iman, 279. Além do milagre do Quran que continuara até o Dia do Juízo Final. Há também inúmeros milagres de Nosso Mestre o Profeta semelhantes aos dos Profetas anteriores, que foram transmitidos e preenchem muitos volumes de obras extensas, tais como: Beyhaki, Delâilü’n-Nübüvve (7 volumes), Beirut 1985; Ebu Nuaym el-Isfahânî, Delâilü’n-Nübüvve (2 volumes), Halep 1970-1972; Suyûtî, Olağanüstü Yönleriyle Peygamberimiz (el-Hasaisü’l-Kübra) (3 volumes), Istanbul 2003;  e as mil páginas escrritas em tomos por  al-Nabhânî, Hujjatullâh ‘alâ al-âlamîn bi-mu‘jizât Sayyid al-Mursalîn.

 

[2].      Prof. Dr. M. S. R. el-Bûtî, Min Ravâi’ı’l-Kur’ân, p. 125.

 

[3].      M. S. Râfi‘î, I‘câzü’l-Kur’ân, Beirut 2003, p. 142.

 

[4].      Prof. Dr. M. A. Drâz, en-Nebeü’l-Azîm, Dâru’l-kalem, ts., p. 102.

 

[5].      Ibn-i Hişâm, I, 337-338; Taberî, Târih (History), II, 218- 219, Ibn-i Esîr, Kâmil, II, 63-64, Ibn-i Seyyid al-Nâs, Uyûnü’l-eser, I, 99; Zehebî, Târîhu’l-Islâm (History of Islam), pp. 160-161; Ibn-i Kathir, el-Bidâye, III, 47; Halebî, Insânu’l-uyûn, I, 462.